Cleber Akamine

Entradas do Junho 2008

A lei é nova. As manchetes, velhas. Ainda.

Junho 30, 2008 · Deixe um comentário

Os condutores desrespeitaram a nova legislação. Multa, retenção de CNH e prisão não intimidaram os embreagados, dez dias após a “lei seca” entrar em vigor.

Exemplos estamparam os jornais. “Motorista bebe, entra na contramão e mata 4 pessoas na região de Brasília” ou “Motorista suspeito de embriaguez atropela e mata em Sorocaba”. Pela lei, 0,1mg de álcool por litro de sangue é o limite. Aos “bebedores”, dois chopps é altamente periculoso.

Muitos questionam a nova lei. Poucos conhecem e quase ninguém foi preso. Ainda!

As notícias não desanimam. A tendência é diminuir os casos. Estive em uma festa neste final de semana e notei algumas diferenças. E indiferenças também.

Um amigo trouxe uma moto na caçamba – a dona estava alcoolizada. Porém, na mesma noite, um outro amigo se recusou a entregar a chave do carro e voltou dirigindo, mais abastecido que o próprio veículo.

Casos assim terminam em morte.
Casos assim só terminam com multa, blitz ou apreensão.
Se vidas dependem de uma lei rígida, que assim seja!

Falta bafômetro? Falta fiscalização? Falta esclarecimento da lei?
Mas falta, principalmente, responsabilidade àqueles que conduzem seus veículos.

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Orkut: “Quem é você?”

Junho 29, 2008 · Deixe um comentário

A melhor resposta (ou não) foi:

“O que fui, já não sou mais.
O que sou agora, não quero amanhã”

Mas tão pouco para tão pouco, me questiono.
Por hora, em segundos, à todos, é o que tenho a escrever.

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Educação sem rumo

Junho 26, 2008 · 1 Comentário

 Se contabilizar o fim deste quinto semestre letivo, completo SETE ANOS E MEIO só de ensino superior. Entre salas, professores e alunos, alguma lição, acho, aprendi. Dentre elas, entendi o papel do professor e do aluno. Neste texto, encho a cara de verbos e espero não infringir a lei, não cometer acidentes e nem ferir alguém.
 
 Educação sem rumo
 O ensino é uma via de mão dupla. Não há contramão! Não há um sentido obrigatório. O professor ensina e aprende tanto quanto o aluno.

 O professor precisa estar motivado a ensinar.
 E o aluno precisa estar motivado a aprender.

 O aluno tem que correr atrás do seu futuro.
 E o professor, para conhecer esse futuro, tem que aprender com o aluno.

 Não espere que alguém vá pegar seu braço e te levar até o outro lado da rua. Você precisa saber onde está, o que faz e se quer seguir viagem.

 Se o sonho for longo, voe. Se estiver perto, caminhe. Se mesmo assim, você continua parado, cuidado! Atalhos te levam para ruas sem saída.

 O mercado de trabalho anda, quase pára, de tão congestionado. Seria esse o problema do caos no trânsito? A solução está em quem conduz.

 Não fique estacionado. Você pode ser atropelado!

Categorias: Sei lá!

Preço alto, baixo nível

Junho 24, 2008 · Deixe um comentário

 O estádio Santa Cruz rendeu aos cofres de São Caetano e Sertãozinho aproximadamente R$650 milhões/clube. Portuguesa e Palmeiras, que enfrentaram o São Paulo em Ribeirão Preto, tiveram lucros semelhantes.

 O Bragantino, “esperto”, abdicou da vitória pra ganhar dinheiro contra o Corinthians. Porém, sobram motivos pro Braga sair no prejuízo campo, e na renda:
 1. O ingresso mais barato, atrás do gol, custa R$30.
 2. Há possibilidade de chuva para os próximos dias.
 3. O nível da Série B desmotiva os próprios corintianos. Em sete rodadas, o Corinthians já está oito pontos à frente do 5º colocado.
 4. O jogo será transmitido para a capital, ou seja, não teremos caravanas de SP.
 5. Dentre as partidas aqui realizadas, essa é a menos importante. E a mais cara!

 Isso explica a baixa procura pelos ingressos. Nos jogos anteriormente citados, torcedores lotaram as bilheterias e esgotaram os ingressos em poucos dias. No dia que antecede a partida, pouco mais de três mil foram vendidos.

 R$30, R$40 e R$50 pra ver um jogo que não leva a lugar nenhum? Corinthians e Sport, no Morumbi, foi mais barato.

 Ver o Corinthians ser derrotado pelo Sport, não tem preço. Ficar em casa, não tem gasto.

 Prejudicial
 O Botafogo deveria exigir um preço máximo a ser cobrado pelos clubes que usufruem do Santão. Um esvaziamento na quarta-feira servirá de alerta para outras agremiações que pensavam em mandar seus jogos aqui.

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Escândalo dos ingressos?

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

 O Fantástico mostrou a operação que prendeu membros da quadrilha que falsificava ingressos em todo o Brasil. A polícia ainda investiga a possível participação das próprias empresas na confecção dos ingressos. O que era evidente, finalmente está sendo apurado.

 Nas partidas que aconteceram aqui em Ribeirão Preto, mesmo sem filas nas bilheterias, sobravam ingressos na mão dos cambistas. Para o jogo São Caetano x Corinthians, válido pela Copa do Brasil, fui abordado por dois cambistas antes mesmo de chegar a bilheteria.
 - Compra aqui. É o mesmo preço – afirmou um dos rapazes.
 - Mas por que devo comprar com você se o preço é o mesmo?, questionei.
 - Posso fazer um preço melhor, disse.
 Virei as costas e disse que compraria de estudante na própria bilheteria. Ele riu ironicamente e disse de forma debochada.
 - Então vai lá ver se tem. Estão todos com a gente.

 Nesta segunda-feira, o cenário deve ser o mesmo no estádio Santa Cruz. Bragantino e Corinthians se enfrentam na quarta-feira pela Série B do Campeonato Brasileiro. Podemos chamar de escândalo aquilo que todos já sabem?

 Veja a reportagem no site: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1683687-4005,00.html

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O Brasil na ponta, 15 anos depois.

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

* Massa, a ser batido
 O brasileiro Felipe Massa contou com a sorte em Magny-Cours, na França. Os erros da Ferrari que o prejudicou nos GPs de Mônaco e Canadá, mudou de lado, ou melhor, de carro. Um problema no escapamento de Raikkonen abriu caminho para a liderança na prova e no campeonato. Favorito ao título, Massa é o piloto a ser batido. Que Hamilton e Rosberg não levem ao pé-da-letra, como fizeram no Canadá!

 P.S. Vale lembrar que Kimi Raikkonen liderava as duas últimas provas antes de “entregar” a liderança. No Canadá foi atropelado por Hamilton e, na França, pelo problema mecânico.

* A França no caminho dos brasileiros
 Se a França foi o grande pesadelo nas Copas de 98 e 2006, Guga e Juninho Pernambucano não têm do que reclamar. Ídolos entre os franceses, o respeito e a admiração nas quadras de saibro e em Lyon, respectivamente, é de dar inveja a qualquer brasileiro. Hoje foi a vez de Massa ouvir o hino e as palmas allez-bleu!

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Jornalista, generalista, especialista?!

Junho 13, 2008 · 1 Comentário

  Durante a graduação, mais cedo ou mais tarde vem à tona a grande questão: Ser especialista ou generalista? (seja o curso que for)

 

  Antes de concluir o curso de Educação Física pela UFSCar, optei pelo Jornalismo. Não que a Educação Física fora descartada. Pelo contrário! O diploma abriu um novo campo: o Jornalismo Esportivo.

 

  O curso de educação física é insuficiente para trabalhar na área.
  O jornalismo é insuficiente! É preciso ler e entender sobre tudo (ou quase tudo). Do investimento na bolsa de valores ao esquema de segurança das galerias de arte – se é que existe.

 

  Perto de concluir o quinto semestre, estou longe de uma conclusão. Mas um profissional tentou me explicar. “No começo, você tem que saber de tudo. Passado um tempo dentro da profissão, se você não se especializar, o mercado te exclui. Afinal, novos generalistas, mais atualizados, surgirão”, disse.

 

  Acho que entendi. Afinal, como entender o êxodo de jogadores (e pré-jogadores de 13, 14 anos) para o futebol europeu, sem entender economia? Sobram dólares no exterior e faltam verbas para a saúde, educação, cultura e lazer.

 

  Enfim, nada impede uma visão mais ampliada do todo.

 

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Semelhanças e diferenças…

Junho 12, 2008 · 1 Comentário

O Sport mereceu ser campeão. O Corinthians, não.

O Sport lutou até o último minuto no Morumbi, mesmo perdendo por 3 a 0.
O Corinthians lutou, com pisão de Saci e cotovelada de William.

Os paulistas gritaram “É campeão!” antes da hora e antes do gol de Enílton.
Os pernambucanos gritam “É campeão!” e não tem hora pra parar.

O Corinthians tem mais time que o Sport, mas…

Não é sempre que o melhor vence.
Não é sempre que você tem a chance de marcar o “gol do título”.

Como Lulinha e Acosta tiveram, provavelmente, a última com a camisa do Corinthians.
Carlinhos Bala e Luciano Henrique sabem disso e souberam aproveitar.

Aos corintianos, resta vencer o fraco Brasileiro da Série B.
Aos leoninos, comemorar o título e surpreender na Libertadores da América.

Parabéns!

P.S. Não foi pênalti no Acosta. Sem chororô!

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Caçamba!

Junho 11, 2008 · Deixe um comentário

Estacionar o carro no centro é uma tarefa complicada. Quando não é a garotada da área azul, são os flanelinhas. Bobeou, multa! Não deixou olhar, riscam seu carro!

Ontem, avisei ao flanelinha, um “quase amigo”, que não tinha dinheiro. Eu já tinha acionado o alarme quando ele insistiu e, então, resolvi mudar a tática. “Vou embora. Vou procurar uma rua que não tenha dono”. Sem graça, ele voltou atrás. “Hoje não precisa pagar”, disse.

Quem estaciona no centro sabe do que estou falando.

Pra piorar a falta de vagas, temos que competir com as caçambas. Em menos de 100m, é possível encontrar duas caçambas. Da esquina da R: Garibaldi com a R: Lafaiete, é possível enxergá-las. Uma em frente à loja de ventiladores (Lafaiete) e a outra em frente a um prédio (Garibaldi).

Fico imaginando o quanto essas construtoras pagam de área azul ou pagariam aos flanelinhas. Afinal, de quem é a rua? Sem falar nos carrinhos de lanches espalhados por aí. Na praça 7 tem um. No objetivo outro.

Com o avanço da internet é perigoso eu escrever aqui e, no fim do expediente, encontrar o carro todo riscado. Ou dentro de uma caçamba.

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Caco Barcellos, “o ribeirãopretano”

Junho 9, 2008 · 1 Comentário

Hoje, 09 de junho de 2008, o jornalista Caco Barcellos ganhou mais um título em sua vida. Dentre os inúmeros que ele têm, talvez este seja mais insignificante: “Cidadão ribeirãopretano”. Além do glamour momentâneo, o jornalista investigativo nada leva para casa.

Mas qual o motivo da vereadora Fátima Rosa conceder tal “premiação”?

 Se Caco Barcellos realmente conhecesse a cidade, ele pensaria duas vezes antes de aceitá-lo. Uma cidade em que jornalistas são ignorados e recebem ameaças , não deveria conceder o título a um profissional da mesma classe - investigativo, por sinal.

 Pobres jornalistas do Jornal A Cidade, Folha de São Paulo e Gazeta de Ribeirão que, apesar de “tentarem” levar informações à sociedade, são barrados e ameaçados pelos auto-assalariados (novo termo politiquês referente àqueles que definem o próprio sálario, benefícios e 13º’s).

 Durante o café filosófico da 8ª Feira do Livro, ao ser questionado sobre esse conflito, Caco preferiu “não responder sem antes investigar”. Politicamente correto. Jornalisticamente correto.  Tudo deve ser apurado, sim.

 Talvez, se estivéssemos em outro contexto e/ou circunstâncias, ele teria respondido à minha pergunta de outra forma. Como eu gostaria de ouvir. Como os políticos, ali presentes, não gostariam.

 Um professor me corrigiu. “Você deveria ter perguntado: Tem sido cada vez mais comum em diferentes lugares do Brasil jornalistas não conseguirem informações públicas de autoridades públicas e isso têm causado conflito entre jornalistas e autoridades. Qual sua opinião sobre isso?”. É. Faltou experiência.

 Será que, como cidadão ribeirãopretano, ele acompanhará os problemas que a imprensa enfrenta por aqui?

 Não. Nem pra isso o tal título serve.

 P.S. Pela palestra, livros e serviços prestados à sociedade como jornalista, meus parabéns!

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