Os condutores desrespeitaram a nova legislação. Multa, retenção de CNH e prisão não intimidaram os embreagados, dez dias após a “lei seca” entrar em vigor.
Exemplos estamparam os jornais. “Motorista bebe, entra na contramão e mata 4 pessoas na região de Brasília” ou “Motorista suspeito de embriaguez atropela e mata em Sorocaba”. Pela lei, 0,1mg de álcool por litro de sangue é o limite. Aos “bebedores”, dois chopps é altamente periculoso.
Muitos questionam a nova lei. Poucos conhecem e quase ninguém foi preso. Ainda!
As notícias não desanimam. A tendência é diminuir os casos. Estive em uma festa neste final de semana e notei algumas diferenças. E indiferenças também.
Um amigo trouxe uma moto na caçamba – a dona estava alcoolizada. Porém, na mesma noite, um outro amigo se recusou a entregar a chave do carro e voltou dirigindo, mais abastecido que o próprio veículo.
Casos assim terminam em morte.
Casos assim só terminam com multa, blitz ou apreensão.
Se vidas dependem de uma lei rígida, que assim seja!
Falta bafômetro? Falta fiscalização? Falta esclarecimento da lei?
Mas falta, principalmente, responsabilidade àqueles que conduzem seus veículos.
