É normal ouvir na escuta a frase ’sem novidades’. Mais de 150 ligações por dia e, raramente, algo que ‘vale notícia’. Temerosa escuta. Atentos a acidentes, apreensões, mortes e “otras cositas más”, somos farejadores do que acontece nas ruas e esquinas, batalhões do bombeiro e da polícia, sem pausa para acostamentos.
Dependemos da vontade alheia, mas também de nossa competência. Criamos amizades e antipatias. Incertos do que realmente acontece por aí, de Franca a Pirangi, com medo de levar um furo, longe de uma rima poética, pegar tudo o que acontece na região é questão de vida ou morte. Morte? Onde, quando, quem, como, por quê?
Isso é a escuta!
