O debate entre os candidatos à prefeitura de Ribeirão Preto ficou, como já era esperado, centralizado nos dois principais concorrentes apontado pela última pesquisa Ibope/EPTV: Dárcy Vera (PT) e Welson Gasparini (PSDB).
Não achei que houve um vencedor. O atual prefeito foi mal. Nervoso, ele arruinou o primeiro bloco do debate, que poderia ter sido um “boom” na reta final. Quando ele tinha a palavra, reclamava do curto tempo para debater as propostas. Tática para forçar um segundo turno? Tanto estava errado que ele deve ter sido alertado durante o intervalo a não continuar com tal postura. Quando Gasparini resolveu falar, faltaram propostas. E o trânsito? E as enchentes que nada mudou? E a violência? As creches? Dizer que o crescimento da região está ligada ao mandato da prefeitura? Não. Ele esteve quatro anos no poder para resolver inúmeros problemas da cidade. Se em um minuto não dá pra resolver uma enchente, ele provou que é possível fazer tempestade em um copo d’água.
A Dárcy também não foi bem. Um misto de insegurança e nervosismo resultaram em propostas soltas, textos mal estruturados e algumas vezes esquecidos, como foi o caso do site do tesouro nacional.
No momento mais tenso do debate (talvez único), o candidato Mauro Inácio (PSTU) questionou a demissão de uma grávida de gêmeos que trabalhava em um de seus projetos sociais. Sua justificativa, das piores, foi baseada no período em que ela estava afastada do cargo administrativo. Ora! Quer dizer que se ela precisar se ausentar da prefeitura, seja qual for o motivo, ela não terá controle administrativo algum? Pessoas serão demitidas e ela nada poderá fazer?
Fracos. O azul e amarelo, e a rosa também! Os demais candidatos? Figurantes.
Domingo é dia de escolhermos quem será o próximo prefeito ou prefeita.
Será que estamos preparados? Será que eles estão preparados?